sábado, 22 de março de 2014

Missa Jovem


Jovens à mesa com Cristo
Foi dia 22 de março


Foi no passado Sábado que no Centro Social se celebrou uma missa dedicada à celebração da juventude em Cristo.

Foi uma experiência singular em que se tentou descortinar o papel de Jesus na nossa vida quotidiana assim como de outros jovens que se deparam com escolhas difíceis como na escola, na Universidade ou no emprego.

Não foi uma celebração comum, desde a preparação à participação os jovens foram convidados a questionar-se através do Evangelho qual o seu papel na sociedade enquanto cristãos. E foi nas dúvidas de Moisés ao guiar o povo israelita que encontramos o ponto de partida para a incerteza sobre a existência de Deus nas nossas vidas. E como que resposta às nossas dúvidas Jesus responde-nos como à Samaritana, no lema das jornadas mundiais da juventude em Madrid: Fiquem “Firmes na Fé”.

Penso que a grande conclusão desta celebração é que devemos acreditar em Cristo que tantas vezes nos diz, como à samaritana: “Sou Eu, que estou a falar contigo”. E diz-nos isso constantemente nas nossas relações com a família, com os amigos e com a sociedade. Basta para isso estarmos atentos e de espírito aberto.

E foi nessa atenção que projetamos agora juntos celebrações futuras para as quais te enviamos este convite!  Fica atento e firme na Fé!

                                                                                                                                     João Ferreira

terça-feira, 18 de março de 2014

Corrupção: Obstáculo ao desenvolvimento


Corrupção: obstáculo ao desenvolvimento” foi o tema da Tertúlia que o Dr. Paulo Morais trouxe à reflexão desta comunidade no passado dia 18-03-2014, inserida no programa quaresmal. Este “tema pouco simpático”, como lhe chamou, é de enorme importância porque os erros da corrupção resultam em consequências muito nocivas para os homens e para as sociedades de todo o Mundo.
 O combate à corrupção é uma das preocupações do Papa Francisco que vem encorajando os católicos a “despirem-se” desses males. Em Portugal, são demasiados os exemplos de imoralidade na gestão do bem comum, em áreas que a todos afetam, como a saúde e o emprego, a habitação e o urbanismo, a mobilidade e os transportes, o comércio e os negócios, a banca e o sistema financeiro. Urge transfigurarmo-nos e tomarmos consciência de que este “bom combate” precisa da voz e do exemplo de todos os que verdadeiramente queiram vencer o pecado e construir a paz, fazendo do Mundo um lugar melhor e mais bonito para nele crescerem as nossas crianças e juntos vivermos os dons do Amor, da Caridade e da Esperança. Que o Deus da ternura e da bondade nos ajude a avançar com passo seguro neste caminho!   

Ana Paula e Sérgio Silva



sábado, 15 de março de 2014

terça-feira, 11 de março de 2014

“Uma cidade das pessoas para as pessoas”

TERTÚLIA 11 de março
Uma cidade das pessoas para as pessoas
Dr. Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto



No passado dia 11 de março (terça-feira), os 150 lugares sentados do auditório do Centro Social das Antas não foram suficientes para acolher todos os que compareceram para um momento de Tertúlia com o presidente da Câmara  Municipal do Porto, Dr. Rui Moreira, a propósito do tema “A cidade das pessoas para as pessoas”.


Evocando a obra-prima do filósofo do Iluminismo Jean-Jacques Rousseau, O Contrato Social, o presidente da Câmara caracterizou, num primeiro momento, o Porto do passado - no qual as pessoas se entreajudavam, num modelo de cidade-colmeia - em contraste com o Porto atual, uma cidade em que a solidariedade entre os cidadãos se foi desvanecendo, substituída pela ideia utópica do Estado Social, o qual se responsabilizaria por responder às necessidades de todos, inclusive amparar os mais desprotegidos nas suas dificuldades.

Depois de mencionar alguns dos atuais problemas sérios do Porto, como o decréscimo populacional, o envelhecimento geracional, o desemprego - e sobretudo o desemprego jovem - Rui Moreira afirmou que muito do trabalho a fazer depende da sociedade residente. A verdadeira cidade, mais do que as suas estruturas materiais, são as pessoas - o património humano - e os portuenses têm potencial para reinventar a realidade, transformar o quotidiano da cidade e construir uma rede solidária.






Para garantir a cidade a todos os cidadãos residentes e assegurar que todos têm uma oportunidade é fundamental “trabalhar junto das instituições que estão junto das pessoas” e que tão bem conhecem o terreno.

Mudando os hábitos de cidadania, contando com cidadãos generosos e otimistas, é possível fazer do Porto uma “cidade confortável, atraente e interessante”, segura para os mais velhos e atrativa para os mais novos.

O presidente da Câmara terminava a sua intervenção dizendo que, para tornar a Cidade num “Porto de esperança”, todos os cidadãos são chamados a “transformar a sua terra numa terra arada”, onde uns são chamados a fazer a sementeira e outros a fazer a colheita, trabalhando todos em prol do bem comum.

No segundo momento do encontro, como previsto, os presentes tiveram a oportunidade de colocar questões ao presidente da Câmara Municipal. As intervenções versaram sobre problemas da Cidade e preocupações dos cidadãos residentes, como a política da habitação social e o direito à propriedade; os obstáculos à mobilidade na Cidade e a necessidade de garantir acessibilidades para
todos; o anseio de mais ética na atividade política; o papel fundamental da cidadania e da participação ativa da sociedade civil; a crise e as dificuldades que o associativismo vive atualmente; a estratégia e as medidas para contrariar a desertificação e combater os problemas socias mais graves, como a pobreza, o desemprego e a falta de esperança.

Falou-se ainda da história e importância da atual Obra Diocesana de Promoção Social, instituição que desenvolve no Porto um trabalho fundamental, precisamente ao nível da coesão social e da solidariedade.

A sessão foi encerrada pelo Padre José Lopes Baptista, Pároco da Antas, que agradecendo a disponibilidade e presença do presidente da Câmara Municipal, ofereceu também “a mão pequenina” da Igreja para ajudar a construir uma cidade mais das pessoas e mais para as pessoas.

A próxima Tertúlia é já no dia 18 de março (terça-feira), pelas 21h30, no auditório do Centro Social das Antas, com o Dr. Paulo Morais, para abordar o tema: “Corrupção: obstáculo ao desenvolvimento”.